sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
New year.
O fim do ano vai se aproximando e a gente deposita no ano seguinte a esperança de uma vida melhor. De novas realizações, de grandes mudanças. É sempre assim né, ano novo, vida nova, novas conquistas, novos horizontes, novas encrencas ...
Uma encrenca típica de fim de ano é os nossos pais ou namorados, maridos, o que for, virem com a lista de resoluções e melhoras desse ano para ser usado no ano seguinte. Isso é um tipo de coisa que a própria pessoa faz, qualé?! Por exemplo, uma lista feita pela sua namorada?! Imagina no que ia dar:
1. Parar de ver futebol aos domingos.
2. Mandar flores para sua namorada e presentes fora de hora.
3. Não beber depois do trabalho.
Quando você chegar no quarto, desiste e simplesmente adiciona um novo item na lista:
0. Seguir os meus próprios desejos e não aceitar interferências absurdas na minha vida. - Que tal? Se você não se incomodar é claro.
Provavelmente eu já imagino o que a minha mãe colocaria na minha lista de realizações e mesmo que ela não existisse, ela iria criar qualquer outro nome pra isso.
E aquelas confraternizações de fim de ano. Sempre rola né ... Brindes como canetas, chaveiros e coisas que cabem na palma da mão e no bolso também. Presentes de amigos secretos nem se fala. Você sempre ganha alguma coisa que no fundo tem uma ponta de maldade ali.
Ainda por cima, sempre tem aquelas caixinhas de natal e fim de ano que você tem que no mínimo passar o mês de dezembro inteiro pra sair colaborando com todos e esse todos eu me refiro desde porteiro do prédio até o cobrador de ônibus que você vê uma vez no ano?! HM
Porque que a gente tem que se sentir na obrigação de contribuir com todas as caixinhas de fim de ano? Só porque as pessoas que pedem, ganham menos do que a gente?
Se for analisar por esse critério, onde é que essa pirâmide para? O vice-presidente de olho e passando a caixinha pedindo dinheiro pro Presidente da República ...
A primeira caixinha criada no Brasil foi por Pero Vaz de Caminha. Cansado de escrever sobre as belezas naturais do Brasil, julgando que ganhava pouco para o que fazia, caminha decidiu escrever muito diferente, criando assim o livro de ouro. Nesse livro, ele colhia a assinatura de toda a tripulação de Pedro Álvares Cabral, pedindo uma doação em ouro, para que pudesse complementar seu salário e comprar presentes de natal para as índias que não aguentavam mais ganhar espelhos e pentes. Constrangido e pego de surpresa, Cabral assinou o livro e lhes deu uma moeda de ouro. Assim, todos os outros tripulantes, igualmente constrangidos e igualmente pegos de surpresa assinaram e contribuíram também. O livro de ouro, resiste na nossa sociedade a mais de 500 anos com pouquíssimas mudanças.
No fim do ano, todos os clichês saem do fundo do baú. Ah e as piadinhas infames também. Fim de ano, as pessoas ficam mais engraçadinhas e mais inconvenientes também.
Esse ano, pra variar, aquela mesma coisa de sempre no ano novo. Você chega, senta, vê as pessoas chegando, fogos fogos fogos e depois você espera, vê as pessoas saindo e tal.
Minha mãe, todo ano compra Flores, ela diz que não são flores são Palmas brancas. E aí hoje eu perguntei a ela pra que que ela fazia isso sempre e ela me disse que era pra oferecer à Iemanjá. Eu perguntei o porque de ser Palmas e não poder ser outras flores tipo, rosas, margaridas, né possível que Iemanjá não goste de qualquer outro tipo de flor, vai ver ela tá enjoada de Palmas e ninguém sabe. Por isso as flores sempre voltam no dia seguinte na beira da praia. E minha mãe ficou toda irritadinha sem saber o que responder. Não entendo o porque que esse povo faz rituais e nem ao menos entende o significado deles , numa dessas a gente acaba dando uma mancada mesmo que sem querer. (...) Outros 500.
Imagina só, chegando o carteiro na casa da Iemanjá.
- Olá, dona Iemanjá não é isso? Eu estou com umas encomendas aqui, para a senhora.
Um ramo de Palmas (...) Mais palmas (...) E mais palmas (...) Um pente quebrado (...) O que é isso aqui? Ah olha só, Palmas! (...) Mais palmas. (...) Esse sutiã de biquíne. (...) Mais essas palmas aqui. (...) Vou deixar esse um real com a senhora (...)
Os ritos no ano novo são variados demais. Pulos em uma perna só, pular ondinhas, oferecer oferenda aos santos, rezas, promessas (...) Cada um tem a sua própria maneira de expressar a sua fé no futuro. Uma superstição que vem cada vez maior e se tornando quase que unânime é o uso das roupas brancas no reveillon para atrair sorte. As pessoas se vestem de branco, símbolo de paz e tranqüilidade e se metem em trânsitos enormes, festas alucinadas e qualquer coisa que podem quebrar a monotonia e o silencio que a paz e tranqüilidade podem trazer.
E aquela superstição de usar a peça íntima amarela?! Minha nossa senhora, eu ia me sentir um ovo. Todo brando por fora com a calcinha amarela dentro. E outra né, amarelo é um charme!
Tem gente que a gente não fala o ano inteiro e ai chega o fim de ano e elas falam com a gente como se fizesse parte do nosso dia a dia , e aí, romã é uma delas. Será que no fim do ano a gente tem que pagar todos os nossos pecados pra começar o ano zerado? Não né ?! :x
Como é que a gente vai acreditar nos votos sinceros de pessoas que a gente nem conhece. Eu, particularmente, acho que a falsidade deveria ser esquecida pelo menos nessa época do ano. Eu nao me manifesto.
E a gente passa na casa de alguém, ou na nossa própria casa, você ai que mora de frente pro mar ou sei la o que seja, e algumas janelas se tornam mais concorridas do que camarote de cerveja no carnaval.
Tem tanta gente ali que parece platéia do show do Rolling Stones, papai noel descendo de helicóptero, Gugu sendo jogado na areia, Cicarelli namorando na água, tudo ao mesmo tempo. esquece.
E ai você se pega falando que ou esse ano acaba logo ou eu não emplaco janeiro.
O ano no brasil começa mesmo é no carnaval, e depois do carnaval ninguém lembra mais de promessas nem nada desse tipo, então, nem vale a pena esse tipo de coisa.
10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Ê? KKKK enfim. Feliz ano novo pra vocês e todos aqueles clichês de sempre.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A verdade nua e crua.
Eu sinto como se todos que lessem meu blog não me conhecessem o bastante. Não sei, acham que eu sou aquele estilo de garota perfeita que é bonita e inteligente (...) Mas não sou.
As pessoas olham pra mim, apontam o dedo e falam (ou pensam) - Ah, olha lá aquela garota. Ela sabe se vestir, tem dinheiro, todos os homens que quiser e é linda. Escreve e adora música. - E aí, geralmente sentem inveja de mim e tentam me prejudicar ou me passar pra traz de alguma forma. Seja tentando me atingir por palavras ou por atitudes.
Há cada dia, as pessoas vem se tornando cada vez mais vazias. Cada vez menos interessantes e excitantes. Pessoas estão cada vez mais desprezíveis. Quanto mais as conheço, mas acho-as repugnantes.
E aí, essas mesmas pessoas que olham pra mim e pensam tudo isso, depositam tantas expectativas em mim, sem saber se realmente sou capaz de nutri-las. Eu tenho muito medo de decepcionar essas pessoas. E uma delas é a minha mãe.
Depois que acabei meu namoro de quase dois anos, eu mudei. Eu não sou mais a mesma. E as pessoas não entendem isso. Aquelas que costumavam me ver presa em casa, pelos cantos porque tinha brigado com o namorado ou passando todos os dias no celular. As pessoas mudam. fato.
Eu mudei. E aí elas acham que eu me tornei uma pessoa ruim e mesquinha. Você sabe de quem eu estou falando.
Não vou dizer que não sofri quando acabei meu namoro. Sofri e chorei bastante. Ah, pois é. BÔNUS! eu choro. haha Faz bem de vez em quando. ;D
E aí, acho que como qualquer outra pessoa normal, me senti muito só, sozinha de verdade, como eu jamais senti antes. Afinal, tinha sido o meu primeiro namoro de verdade. E eu fiquei com pessoas que jamais passaram pela minha cabeça antes. Beijei mesmo! Não quero ser daquelas meninas que: - Ah, não! Esse negócio de ficar não tá com nada. Isso é coisa de vagabunda, ou seja lá o que for. Acho isso ridículo, porque depois, elas são as primeiras a fazer besteiras. Essas que apontaram na sua cara e falaram que achava errado isso ou aquilo outro que você fez.
Fiquei com caras por uma noite só, idai? Isso me torna uma mulher que não presta?! Que seja. Sou uma imprestável.
Mas sinceramente? Não me arrependo. Como vocês já devem saber, eu não me arrependo de nada que fiz. Me arrependo MUITO de coisas que não fiz. sabe como é?
E eu ficava com o cara numa balada ou em um show e aí quando chegava e casa, que eu estava sozinha, na minha cama, eu não tinha pra quem ligar pra dizer ao menos um ''boa noite e sonha comigo''. Eu não tinha ninguém pra ligar pra dizer '' estou apaixonada''. Não! Eram casos. Eram beijos casuais.
E eu fiquei buscando constantemente um outro grande amor. Que pudesse preencher o imenso vazio que eu sentia dentro do meu peito. Da minha cabeça. Dos meus olhos e sorrisos...
E tive casos. Tive encontros casuais dos quais me supriam por alguns momentos, algumas horas ou umas semanas e depois um se irritava com o outro ou aparecia alguém melhor e assim ia ...
Beijos vazios. Abraços sem sentidos. Palavras mau ditas. Pessoas, corações, sentimentos.
Com o tempo eu fui percebendo que isso não era exatamente o que eu queria. Fui percebendo que aquilo eram apenas casual. Eu não podia exigir daqueles caras nada. Porque o que tínhamos era um monte de nada, entende?
E eu estive com um homem, apaixonada, mas poderia deixá-lo simplesmente e seguir com o homem que vinha no sentido oposto pela calçada. Porque não era amor. Era palha na fogueira. E ai você vai pensar coisas, e vou ficar entendiada com você, e me sentir presa, porque é assim que acontece comigo. E ia me sentir mal até o ponto de cair fora. Next.
E Tive um histórico de tomar decisões muito rápidas em relação aos homens. Sempre me apaixonei depressa, sem avaliar os riscos. Já me apaixonei pelo potencial máximo de um homem mais vezes do que consigo enumerar, em vez de me apaixonar pelo homem em si e em seguida agarrei-me ao relacionamento durante muito tempo , esperando que o homem chegasse à altura de sua própria grandeza. Muitas vezes, no amor e nesse tempo, fui vítima do meu próprio otimismo.
E aí depois de alguns beijos, abraços, meu corpo cansado perguntou á minha mente cansada; era só disso que vc precisava, então?
E me agarrei a Deus de uma forma insana. Nunca fui tão crente e freqüentei tanto a igreja como nesse tempo.
E pensava que entendia a divindade de Deus, mas depois deixei de entender porque me distraio com meus desejos mesquinhos.Usei as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados. E me sentia péssima no final da noite.
E uma vez eu disse pra um amigo que eu queria uma pessoa que me protegesse das coisas ruins da vida e ele me disse que eu não precisava disso. Porque eu não deixava que as pessoas chegassem próximas o bastante de mim para que me machucasse.
E desde então eu refleti a respeito disso.
E isso ele não se referiu só a amor, homens etc e tal. Falou por amigos também! Eu não deixava que as pessoas se aproximassem de mim nem para dizer o que achavam de mim e eu não aceitava um pitaco.
E eu precisei de coragem para mudar. Não mudei assim, da noite pro dia. Foi com semanas, meses ... Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão. Eu parei.
Eu parei de procurar amigos ideais, parei de procurar amores, homens ideais e lugares ideais. Parei de querer ser tão detalhista em tudo e me preocupar com cada coisa mínima em mim e nos outros ao meu redor.
Eu sempre sonhei com o homem dos meus sonhos. Aquele com quem você vai ao cinema e depois ele te leva para jantar em um dos melhores restaurantes da cidade. Aquele que é bonito e inteligente, engraçado e sério. Aquele que me faria cometer loucuras. E quer saber de uma coisa? Hoje, eu acabei com meus conceitos sobre como deve ser o homem ideal. O homem sempre vai ser ideal se houver amor.
Ele não precisa ser lindo de morrer. Muito menos te fazer rir o tempo inteiro. Nem ter um bom trabalho e não fumar e nem beber. Ah, fala sério. Eu quero um homem que me ame e seja fiel ao nosso sentimento.
Com casos mau vividos e mau resolvidos, conselhos e aventuras, somente por aventuras eu cheguei enfim a uma conclusão.
Não quero ser perfeita. Não chego nem perto de ser perfeita. Se você olha pra mim e pensa que sou assim, vou te decepcionar. É uma pena, mas pessoas decepcionam pessoas. Você vai descobrir isso um dia.
Não quero ser reconhecida por ser impreterivelmente linda. Quem disse que eu sou?! Eu tenho milhões de defeitos. Defeitos dos quais, talvez, você ainda não teve o delicioso prazer de conhecer. Mas não vou somente me colocar pra trás. Aliais, muito prazer, meu nome é segurança. Sei muito bem o que quero e aonde quero chegar. Detesto fazer arrodeios e pessoas que falam de tal modo. Seja direto e incisivo. Só assim vai conseguir algo nesse mundinho mediócre. Odeio pessoas que acham que tem que ficar falando o tempo inteiro. Adoro o silencio. Não o tempo todo, mas o silencio as vezes é tão cabível quanto mil palavras sem sentidos. Não é preciso mostrar beleza aos cegos, nem dizer verdades aos surdos... É isso o que eu quero.
Quero ser reconhecida. Quero que as pessoas olhem pra mim e falem (ou pensem): - Nossa, aquela menina é uma ótima companhia, amiga e conselheira ou seja lá o que for. Ela não é metida como as pessoas acham só por causa da sua aparência.
Ah, dane-se a aparência. Quantas pessoas você não pensou que eram um idiota ou uma patricinha metida e se apaixonou ou se cativou por essa pessoa?! Vamos quebrar esses rótulos impostos pela sociedade.
Coloque na sua cabecinha que as pessoas não deixariam de fazer nada por você, então não se prive de algo que você tem vontade por ninguém! Não deixe de se divertir porque não sabe o que os outros vão pensar.
Volte a cuidar de você e esqueça o que não deu certo. Tudo vai dar certo no final do seu conto de fadas. Se não deu, ao menos vai ser engraçado.
Aprenda a lidar com a solidão.Aprenda a conhecer a solidão.Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Você tem de parar de ver o mundo através da sua cabeça.Em vez disso,precisa olhar pelo coração.
E que saber de mais uma coisa sobre mim? Reconheço que não fico bem com qualquer roupa, mas mesmo assim, não consigo deixar de me amar!
Agora mesmo, estou tendo um relacionamento com um sanduíche enorme. Quase um caso de amor...
E o amor é sempre complicado.Mas,mesmo assim,os seres humanos precisam tentar se amar,querida. A gente precisa ter o coração partido algumas vezes. Isso é um bom sinal, ter o coração partido quer dizer que a gente tentou alguma coisa. Não vou mais abrigar pensamentos que não forem saudáveis. Sempre que um pensamento desprezível surge, repito a decisão. Não vou mais abrigar pensamentos que não forem saudáveis. E isso se chama: ''Ver com olhos no coração e colocar o sorriso no figado.''
Afinal, Quando você tem 17 anos e é morena e linda, sempre pode se atrasar. E nunca leve a sério demais. Porque se você não levar a sério, você não se machuca. Se você não se machuca, você sempre se diverte.
''Nunca brinquei com alguém, e mesmo assim nunca abri os olhos e pensei: agora é sério. Mas eu teria gostado de estar finalmente solitária. Porque solidão significa: estou finalmente plena.''
Me sinto plena.
Estou tendo um caso de amor comigo mesma.
Eu nunca fiz ideia de nada e isso faz parte do meu charme. Continuo me amando.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Dois anos atrás
Boa noite, queridos e tão amados leitores. Hoje eu vou mostrar pra vocês um texto do qual eu escrevi há dois anos atrás, quando tinha meus quinze aninhos, quase que uma criança e quase que uma mulher. haha Então, senta que lá vem história.
-
Uma garota quer sempre ser amada. Mas não só as garotas, todos querem enfim encontrar seus amores e suas almas gêmeas. O amor é a Base de tudo, afinal. É a razão de vivermos, é o maior bem querer de todos.
E o sonho dessa garota era achar o seu príncipe encantado mas não sabia ela que o sapo bem do seu lado vira rei com um simples beijo.
Como qualquer pessoa normal, querendo ser amada, ela era muito bonita. Na aparência e imprevisível no seu jeito de ser. Aonde ela fosse as pessoas olhavam e pensavam:- Puxa que garota incrível! Que cabelo! Que corpo! Que rosto lindo!
Ela adorava ouvir elogios.
Ela amava ler livros, livros grandes e pequenos com palavras complexas e ao mesmo tempo simples. Curtia sair pra balada e ouvir MPB. Se deixasse passava a manhã inteira se bronzeando na praia, mas amava quando ia andar a cavalo no campo.
Ela adorava ouvir elogios sobre seu respeito.
Mas, ela estava cansada de ser admirada pelo que ela era por fora, pela sua beleza e perfeição. Ela queria viver um amor diferente. Queria alguém que a conhecesse tão bem quanto ela mesma, e que a amasse pelas risadas estranhas que ela dava, pelo jeito que o cabelo dela acordava ou quando estava chorando após uma noite mau dormida.
Ela queria um amor humilde, simples e sincero. Um amor sem detalhes, sem frescuras. Um amor do qual ela possa ser quem ela realmente é, sem ser perfeita o tempo todo. Errando, caindo e levantando sem ter que esconder seus erros. Alguém que gostasse dela pelo que ela é por dentro, despida, sem máscaras, sem rótulos, sem mentiras.
Mas essa pequena grande garota tinha muito medo. Afinal, os humanos tem a mania de depositar confiança e esperança nas pessoas erradas. Depositam tantos sentimentos em uma mesma pessoa, que essa pessoa não suporta e acaba decepcionando aquela outra. Porque acham que as pessoas certas são fracas e despresíveis. E no final, ela quebra a cara mais uma vez e chora contra o seu travesseiro no quarto vazio, querendo gritar aos quatros cantos do mundo de que a beleza exterior não é nada. Que pessoas bonitas por fora, pessoas que se encaixam no padrão de beleza da sociedade, nem sempre são boas o suficiente, nem honestas o suficiente ou leais. Beleza exterior é apenas uma máscara e que ela não queria mais ser admirada pela sua beleza e perfeição, mas sim por ela ser quem ela era.
Ela ia gritar aos quatro cantos que beleza exterior é apenas uma máscara e ela não queria viver nesse eterno carnaval.
-
Uma garota quer sempre ser amada. Mas não só as garotas, todos querem enfim encontrar seus amores e suas almas gêmeas. O amor é a Base de tudo, afinal. É a razão de vivermos, é o maior bem querer de todos.
E o sonho dessa garota era achar o seu príncipe encantado mas não sabia ela que o sapo bem do seu lado vira rei com um simples beijo.
Como qualquer pessoa normal, querendo ser amada, ela era muito bonita. Na aparência e imprevisível no seu jeito de ser. Aonde ela fosse as pessoas olhavam e pensavam:- Puxa que garota incrível! Que cabelo! Que corpo! Que rosto lindo!
Ela adorava ouvir elogios.
Ela amava ler livros, livros grandes e pequenos com palavras complexas e ao mesmo tempo simples. Curtia sair pra balada e ouvir MPB. Se deixasse passava a manhã inteira se bronzeando na praia, mas amava quando ia andar a cavalo no campo.
Ela adorava ouvir elogios sobre seu respeito.
Mas, ela estava cansada de ser admirada pelo que ela era por fora, pela sua beleza e perfeição. Ela queria viver um amor diferente. Queria alguém que a conhecesse tão bem quanto ela mesma, e que a amasse pelas risadas estranhas que ela dava, pelo jeito que o cabelo dela acordava ou quando estava chorando após uma noite mau dormida.
Ela queria um amor humilde, simples e sincero. Um amor sem detalhes, sem frescuras. Um amor do qual ela possa ser quem ela realmente é, sem ser perfeita o tempo todo. Errando, caindo e levantando sem ter que esconder seus erros. Alguém que gostasse dela pelo que ela é por dentro, despida, sem máscaras, sem rótulos, sem mentiras.
Mas essa pequena grande garota tinha muito medo. Afinal, os humanos tem a mania de depositar confiança e esperança nas pessoas erradas. Depositam tantos sentimentos em uma mesma pessoa, que essa pessoa não suporta e acaba decepcionando aquela outra. Porque acham que as pessoas certas são fracas e despresíveis. E no final, ela quebra a cara mais uma vez e chora contra o seu travesseiro no quarto vazio, querendo gritar aos quatros cantos do mundo de que a beleza exterior não é nada. Que pessoas bonitas por fora, pessoas que se encaixam no padrão de beleza da sociedade, nem sempre são boas o suficiente, nem honestas o suficiente ou leais. Beleza exterior é apenas uma máscara e que ela não queria mais ser admirada pela sua beleza e perfeição, mas sim por ela ser quem ela era.
Ela ia gritar aos quatro cantos que beleza exterior é apenas uma máscara e ela não queria viver nesse eterno carnaval.
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